Versão para Wii surpreende com belos gráficos e controles exclusivos.
Claro que ninguém esperava encontrar na versão para Wii de Alone in the Dark: Near Death Investigation o mesmo nível de qualidade (sobretudo gráfica) encontrado nas versões “maiores” a serem lançadas para PS3 e Xbox360. Tanto o console da Nintendo quanto o PS2 terão versões um tanto reduzidas para se adequar às limitações de hardware de ambas as plataformas.Entretanto, a maior parte da trama está presente e mesmo os efeitos foram transpostos de forma bem decente. Além disso, os peculiares controles do Wii acrescentam uma experiência de jogo diferenciada em vários momentos, já que a Atari não se fez de rogada e aproveitou muito bem as funcionalidades características do console.O “volante” do WiiOs controles do Wii parecem realmente despertar toda a criatividade dos desenvolvedores; cada um parece tentar utilizar de forma única (ou bizarra) as suas funcionalidades. Alone in the Dark foi mais um a arriscar algo diferente com Wii-mote e Nunchuck.Uma das grandes novidades trazidas por Near Death Investigation é a possibilidade de se utilizar automóveis para se deslocar mais rapidamente entre fantasmas, mutantes e demais abominações de uma Nova Iorque sitiada. Porém, algo que seria apenas mais uma novidade previsível, assume no Wii características totalmente novas. Isso porque o jogo coloca os controles do carro totalmente a cargo dos sensores do Wii-mote e do Nunchuck, que devem ser segurados pelo jogador como se fossem um volante (apenas o acelerador deve ser acionado com o botão “B”). Entretanto, inovações à parte, a tarefa pode mesmo demandar algum tempo para que se torne funcional e instintiva; todavia, nada de absurdo.
Até mesmo em puzzles pode ser necessário utilizar algum veículo como, por exemplo, uma empilhadeira. Embora o puzzle em si seja relativamente fácil (basta mover uma porção de caixas para abrir passagem para o protagonista), conduzir decentemente a máquina acaba demandando algum treino.Após uma corrida através da decadente metrópole, deve-se descer do carro e encarar as coisas a pé. E tudo ainda pode ser ativado através dos sensores. Tanto para abrir um inventário quanto para sacar ou guardar uma arma ou ainda em meio a uma pancadaria; basta dar a chacoalhada certa nos controles. Para lutas desarmadas, entretanto, vários movimentos diferentes dos controles ocasionam golpes diferentes de Edward Carnby. Um acabamento menos portentosoTalvez uma das características que mais distanciem o Wii dos demais consoles da atual geração seja mesmo a capacidade gráfica. Jamais será possível colocar integralmente um jogo desenvolvido no PS3 ou no Xbox 360 no console da Nintendo. Isso, evidentemente, também vale para o novo Alone in the Dark.Os visuais da versão para Wii realmente não decepcionam, mostrando uma boa qualidade com vários efeitos visuais, como o “blur”, que nubla um pouco os gráficos produzindo imagens mais suaves. Entretanto, alguns momentos acabam ressaltando as limitações da plataforma, como quando aparecem chamas pelo cenário (que, aliás, são uma das pedras angulares da trama do jogo); o dinamismo dos efeitos é visivelmente mais limitado.Entretanto, não é só nos gráficos que se pode perceber diferenças entre as versões. Near Death Investigation para Wii possui um andamento bem mais linear, apresentando uma área de exploração relativamente reduzida (em particular, as cercanias do Central Park).Quase um filme
Não obstante, a versão para Wii ainda mantém uma controversa característica das demais versões: a de facilitar as coisas através de uma espécie de menu de filme. Ao desenvolver o novo Near Death Investigation, a Atari provavelmente pensou em atingir o maior público possível, incluindo até mesmo aqueles jogadores sem muito treino e que, mesmo assim, gostariam de chegar mais perto do desfecho da trama.Todo o jogo é simplesmente dividido em capítulos, tal qual um DVD de filme. Quem quiser ir direto para o final, pode fazê-lo sem maiores problemas, embora fique sem saber como as coisas foram conduzidas até ali. Também pode-se agora simplesmente ignorar algum trecho particularmente espinhoso, bastando para isso que, novamente, utilize-se o menu.Embora não seja exatamente o mesmo jogo que desembarcará nas plataformas mais avançadas, Alone in the Dark: Near Death Investigation para Wii ainda mantém a mesma boa trama, tendo espaço ainda para vários e belos efeitos visuais. Além disso, o diferencial trazido pelo Wii-mote e pelo Nunchuck pode garantir alguma diversão extra.Enfim, mais um jogo que coloca a plataforma da Nintendo em um universo um pouco mais adulto. Fortemente indicado para donos de Wii — sobretudo os que já forem fãs de longa data das desventuras de Edward Carnby.